"O Crítico"

Crítica: Sedução e Vingança (A Arte de Abel Ferrara)

Crítica: Sedução e Vingança (A Arte de Abel Ferrara)

Homo homini lupus*, expressão latina criada pelo dramaturgo romano Plauto e bem mais tarde popularizada pelo filósofo inglês Thomas Hobbes, não só fundamenta a obra de Abel Ferrara como torna-se contundente a ponto de chocar. Ferrara não faz de seus protagonistas condutores de uma história. Não há, na verdade, uma história que pareça prévia. O […]

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Crítica: Rashomon

Crítica: Rashomon

Nós somos falhos. Desejamos o que não nos pertence; não nos envergonhamos de muitas das nossas falhas – algumas nem julgamos como falhas; pregamos honestidade ao mesmo tempo em que pendemos a uma vida fraudulenta; dizemo-nos cristãos e julgamos (julgamos muito) sem querer que sejamos julgados – até matamos com as próprias mãos quem não […]

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Crítica: A Dama de Shangai (O Cinema de Orson Welles)

Crítica: A Dama de Shangai (O Cinema de Orson Welles)

A par da influência exercida pelo expressionismo alemão, há quem afirme que film noir não é exatamente um gênero, mas um estilo visual apenas; outros preferem tratar film noir como um modo de criação. Digamos, então, que essa forma de criar alicerçada no visual que despertou a provável criação de um gênero evoca recursos de iluminação diferentes do […]

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Crítica: A Voz da Lua (A Arte de Federico Fellini)

Crítica: A Voz da Lua (A Arte de Federico Fellini)

Por mais que A Voz da Lua seja considerado um dos filmes menores de Fellini, há entrelinhas que escancaram a visão de cinema do diretor. O mundo de Ivo Salvini (Roberto Benigni) constrói uma relação tão válida entre o real e o fantasioso que quase é possível sentir a voz do mestre italiano a declarar […]

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Crítica: A Besta Humana (A Arte de Jean Renoir)

Crítica: A Besta Humana (A Arte de Jean Renoir)

A natureza humana é o foco de Renoir. Mas não é a profundidade de temperamentos ou uma miríade de angústias e reflexões o eixo que fundamenta sua arte. Renoir foi, em toda sua simplicidade, equivalente ao que fora seu pai. Enquanto Pierre-Auguste era um impressionista visual, como convém às artes plásticas, Jean o era (impressionista) […]

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Crítica: O Morto Ambulante (Sessão Dupla de Terror)

Crítica: O Morto Ambulante (Sessão Dupla de Terror)

Inicialmente, O Morto Ambulante é sobre um crime, um thriller policial. Com ares de noir e flertando com o expressionismo alemão, aos poucos o filme adentra em um universo ainda pouco explorado no cinema à época: a questão do retorno à vida. Enquanto apresenta seus personagens, a história dá uma guinada em direção ao drama […]

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Crítica: Noite de Estreia (O Cinema de John Cassavetes)

Crítica: Noite de Estreia (O Cinema de John Cassavetes)

O universo ruindo como se desconstruísse em planos incongruentes. Há somente dois mundos, o interior e o exterior: o primeiro desmoronando de dentro para fora e o segundo em sentido inverso. O interno, a essência de si, é a autoviolação inerte que só aguarda o encontro com o externo para explodir. Este, de fora, é […]

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Crítica: A Casa dos Espíritos

Crítica: A Casa dos Espíritos

Em certo ponto da história, Férula Trueba (Glenn Close) diz para o irmão, Esteban (Jeremy Irons), que gostaria de ter nascido homem. Esteban imediatamente responde que é feliz por não ter nascido mulher. Com essa declaração de noção do papel do homem e da mulher em uma época onde o sexismo era absoluto, é possível […]

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Crítica: Dio, Come ti Amo!

Crítica: Dio, Come ti Amo!

Há uma lista de fatores que fazem com que um filme marque uma geração. Muitos desses permanecem insuperáveis por anos, até décadas. A cena mais triste de todos os tempos, segundo uma pesquisa promovida pela Universidade da Califórnia, por exemplo, é de O Campeão, de Franco Zeffirelli, lançado em 1979. Dio, Come ti Amo! parece […]

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